Um Breve Resumo da História da Dublagem no Brasil

    

    Quando as primeiras produções cinematográficas se deram início a partir do ano de 1895 pelos irmãos Lumière, as produções não contavam com áudio, apenas artifícios visuais. Conforme as produções começaram a terem durações mais extensas, os diretores partiram a contratar pianistas, orquestras, e contavam com alguns ruídos por trás das telas.

    Conforme o tempo passou, começaram a surgir tecnologias capazes de captar o som e utiliza-los no cinema, assim surgindo a primeira produção com som e vídeo sem a necessidade de instrumentos ao vivo, essa produção foi The Jazz Singer, exibida dia 6 de outubro de 1927, em Nova Iorque. Essa evolução de primeira instância parecia ótima para a indústria cinematográfica, porém o cinema começou a encarar prejuízos financeiros a partir do momento que a maior parte dos filmes eram gravados exclusivamente em inglês, logo outros países falantes de outros idiomas passaram a não consumir o produto quanto consumia antes.

    Os consumidores do cinema começaram a exigir uma alternativa em que se pudesse ouvir e entender o que estava sendo dito pelos personagem, somente a legenda não era mais satisfatório. Foi então que no início dos anos 30, os diretores Jacob Karol e Edwin Hopinks desenvolveram um dispositivo capaz de sincronizar o áudio e o vídeo, esse dispositivo permitiu a gravação das vozes dos personagens nos filmes, de um modo que outras vozes pudessem ser sobrepostas em outros idiomas dentro de estúdios de gravação, dando início à dublagem.   

    Dia 10 de outubro de 1938, se deu a chegada do primeiro filme dublado no Brasil, Branca de Neve e os Sete Anões foi a primeira dublagem brasileira nos cinemas, onde todos os atores e atrizes dublavam juntos dentro do estúdio. A dublagem foi feita nos Estados Unidos da América, supervisionada pelos profissionais da produtora Walt Disney.

      Pela dublagem ser feita nos EUA tinha um custo muito alto, de deslocamento e estadia dos atores e atrizes durante o processo. Foi aí que em 1946, Herbert Richers criou um estúdio de dublagem que levava o seu próprio nome no Rio de Janeiro, possibilitando um menor custo de produção para cada obra. Nessa época, a televisão começou a fazer bastante sucesso, e a dublagem começou a crescer junto, possibilitando a acessibilidade das produções, para crianças, diversas classes econômicas, pessoas não acostumadas à leitura e/ou analfabetas, dando assim um maior valor à dublagem que se mantém até os dias atuais. Em 1962, o presidente da época Jânio Quadros determinou que todo o filme que se passava na televisão aberta brasileira deveria ser dublado, impulsionando ainda mais seu valor de mercado.

    A profissão de dublagem evoluiu consideravelmente, tornando-se uma área sólida e essencial que ganhou progressiva importância e reconhecimento, especialmente devido à crescente produção de conteúdo audiovisual, como programas de TV por assinatura e uma variedade de aplicativos. Esse cenário tem despertado um interesse cada vez mais comum em pessoas de todas as idades que desejam se especializar nesse campo.

    

Referências Bibliográficas:

ARAÚJO, Amanda Interaminense. A CONEXÃO ATRIZ-PERSONAGEM NA DUBLAGEM AUDIOVISUAL: EXPERIÊNCIAS DE UMA ESTUDANTE DE INTERPRETAÇÃO TEATRAL. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Artes Cênicas) - Universidade de Brasília (UnB, [S. l.], 2022.

BIGNOTTO, Maria Lídia de Maio. AS REPERCUSSÕES DA CHEGADA DO SOM NO CINEMA. Fema, [s. l.], 2020.

RAMOS, Jamille Santos Alves. A recepção da dublagem e da legendagem no Brasil: Revista Multidiciplinar de Publicações Acadêmidas. Vozes dos Vales, [S. l.], 13 maio 2013.

VERSÃO BRASILEIRA: DUBLAGEM, MAIS QUE UMA ARTE. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Comunicação Social) - UNIVERSIDADE CAMPO LIMPO PAULISTA, [S. l.], 2018.

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